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O que aparentemente parecia apenas um armazém, idealizado para oferecer
aos seus associados artigos de primeira necessidade e outros serviços
de ordem econômico-social, transformou-se na semente do movimento cooperativista.
Com objetivos claros e eticamente discutidos, esses trabalhadores economizaram,
durante doze meses, 28 libras e criaram uma sociedade que atuaria no mercado,
tendo o homem como principal finalidade - e não o lucro.
É interessante comentar que ao iniciarem seu negócio foram motivo
de deboche por parte dos demais comerciantes. Contudo, para surpresa geral,
logo no primeiro ano de funcionamento o capital da empresa aumentou para 180
libras e cerca de dez anos mais tarde o "Armazém de Rochdale"
já contava com 1400 cooperantes.
A sociedade prosperava economicamente, funcionando de forma democrática
e exercendo sua função social.
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A origem do que hoje chamamos cooperativa tem data marcada: 21 de dezembro de 1844. Nesse dia, 27 tecelões e uma tecelã do bairro de Rochdale, em Manchester, na Inglaterra, fundaram a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale". |
Essa atitude representou uma reação à ganância
capitalista que, na época, submetia crianças e mulheres a jornadas
de até 16 horas de trabalho. O êxito dessa iniciativa passou
a ser um exemplo para outros grupos.
As cooperativas de consumo multiplicaram-se pela Europa de forma tão
intensa que em 1881 já existiam cerca de mil sociedades e 550 mil cooperantes.
O cooperativismo evoluiu e conquistou um espaço próprio, definido
por uma nova forma de pensar do homem, do trabalho e do desenvolvimento social.
A história demonstrou que, posteriormente, essa prática também
manifestou-se como alternativa de organização de trabalho nos
países ditos socialistas, os quais, de outra forma, também separavam
o trabalhador de seu meio de produção.
Os valores de ajuda mútua e igualdade de direitos e deveres cultivados
pelos tecelões ingleses são tão fundamentais que, mesmo
passados mais de cem anos, permanecem como o cerne desse movimento que expandiu-se
pelo mundo através dos tempos e em diferentes campos da atividade humana.
Por atuar de forma intermediária, onde propriedade não é
nem do capitalista nem do Estado, o cooperativismo é aceito por todos
os governos e reconhecidos como uma fórmula democrática para
a solução de problemas sócio-econômicos.